Algumas doenças humanas que cachorros também podem ter

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Carlos Meira
em julho 6, 2022

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Conheça as doenças que afetam tanto nós quantos os peludos para ficar atento caso alguns sintomas aparecerem

É comum para todos nós saber que existem doenças nos cachorros que podem acometer os humanos, como a raiva, por exemplo. Mas você tem conhecimento de que o contrário também pode acontecer? 

Existem doenças muito comuns nos humanos que também podem afetar os cães. Não que sejam transmissíveis, mas atacam o organismo do animal da mesma forma e com sintomas muito parecidos.

A importância de conhecer essas doenças é o fato de saber em quais situações você precisará de um hospital para cachorro, garantindo que o animal não sofra e possa receber o tratamento adequado, na hora certa. 

São doenças que podem passar despercebidas por um tempo, pois é difícil os cães perderem o apetite, um sintoma comum na maioria das patologias humanas. Geralmente, o bichinho apresenta muita sede, inquietação, nervosismo, perda ou ganha peso. Mas, como eles acontecem pouco a pouco e com o passar do tempo, fica difícil notar. 

Então, para que você não deixe seu bichinho ter um sofrimento prolongado por essas doenças “de gente”, vamos mostrar quais são elas, os sintomas e tipos de tratamento.

Boa leitura!

Diabetes

Uma doença muito conhecida pelos humanos, mas que também pode se desenvolver nos cachorros, afetando por volta de 3 a cada mil caninos. A tendência maior é a diabetes tipo 1, que impede a produção de insulina, fazendo o animal ficar com altos índices de glicemia.

Os sintomas são os mesmos apresentados no organismo humano: muita sede, micção excessiva (muito xixi) e perda de peso gradual.

Assim como as pessoas, a diabetes nos cachorros é tratada com alterações na dieta e em alguns casos com medicamentos para controlar os níveis de açúcar.

Hipotireoidismo

Assim como os humanos, os cachorros também ficam preguiçosos, ganham peso e se tornam mais lentos quando sofrem de hipotireoidismo, um problema que afeta cerca de 1 a cada 1000 cães.

Por isso, se notar que o bichinho está dormindo demais, engordando e fazendo tudo com “preguiça”, não ache que é apenas um folgado, pois ele pode sofrer da doença. 

O tratamento para o hipotireidismo no cachorro consiste no mesmo utilizado nos humanos: terapia de substituição do hormônio da tireoide.

Epilepsia

Uma doença não tão comum nos humanos, mas que pode afetar muitos cães, já que por volta de 1 a cada 100 cachorros apresentam a epilepsia.

Mais uma vez, assim como nas pessoas, os sintomas da doença se repetem: convulsões e espasmos (difíceis de perceber nos animais). 

Os sintomas podem ser minimizados com pílulas antiepilépticas. Entretanto, o tratamento não surte efeito em todos os cachorros.

Cataratas e glaucoma

Duas doenças oculares comuns nos humanos e que também afetam os peludos: cataratas e glaucoma.

A catarata deixa um ou ambos os olhos do cão opacos e esbranquiçados, causando uma turbidez na visão até cegar completamente os olhos afetados. 

Geralmente é causada pela velhice, mas pode se desenvolver devido ao diabetes ou também por infecções transmitidas pelos carrapatos. O tratamento é o mesmo utilizado nos humanos, a cirurgia de remoção da catarata.

Já o glaucoma, é uma doença que afeta o descarte de líquidos dos olhos, aumentando a quantidade de fluidos na região, elevando a pressão intraocular e comprometendo o nervo óptico. 

O cachorro que sofre de glaucoma tem inchaço e dor nos olhos, por isso, costuma coçar a região excessivamente. O tratamento normalmente consiste no uso contínuo de medicamentos para prolongar a vida útil da visão e amenizar as dores, mas infelizmente o bichinho pode desenvolver dor crônica. Nesse caso, é recomendada a remoção total do globo ocular para poupar o animal de sofrer continuamente.   

Câncer

Infelizmente os cães também podem desenvolver câncer. Os tipos mais comuns são o de mama, linfoma e melanoma (de pele). Normalmente a doença surge em cachorros mais velhinhos, mas os peludos de todas as idades podem desenvolvê-la também.

Assim como nos humanos, os sintomas nos cães também são muito silenciosos, podendo ficar até anos sem apresentar nenhum sinal notável. Nos casos do câncer de mama os nódulos ficam aparentes, no de pele podem aparecer manchas escuras e algumas feridas. 

No caso do linfoma é mais difícil de detectar, mas, geralmente, o animal emagrece e fica apático, podendo apresentar febre, diarreia ou vômito. Como os sintomas costumam aparecer isoladamente, fica difícil relacioná-los com a doença.

O tratamento depende do estágio e tamanho do câncer, podendo ser utilizada a quimioterapia e cirurgia. Em casos mais intensos, intervenções podem causar sério risco à vida do animal, por isso, nessas situações são utilizados apenas métodos paliativos.  

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